Acusado de tentar matar mulher responderá em liberdade

Julgamento de Francidalvo aconteceu ontem, no Fórum; Promotoria alega que ele tentou matar a esposa e foi para um forró

Francidalvo Mota Barros, 31 anos, foi julgado ontem como acusado de tentar matar sua companheira, Andressa Regina da Silva, com golpes de faca, no dia 9 de junho do ano passado. Ele foi preso em flagrante na noite do crime, após desferir três golpes de faca em sua esposa, na região do tórax, abdômen e pescoço. Segundo a acusação, assim que terminou de violentar a própria mulher, ele ainda saiu da casa, trancando as portas e carregando as chaves e foi em direção ao Carimbol, clube no bairro da Estação onde são realizados bailes.

O acusado ganhou o direito de responde em liberdade. Francidalvo é réu primário e foi assessorado pelo advogado Gilberto Aparecido Nascimento, que sustentou a tese de desistência voluntária. “Ele não queria matar e. quando viu o que tinha feito, parou voluntariamente e saiu de casa buscando alguém que pudesse ajudar”, afirmou o advogado de defesa.

A Promotoria sustentou a tese de tentativa de homicídio duplamente qualificado, com motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, o que agravaria a situação do réu. “Francidalvo tentou matar a esposa, por um motivo fútil, uma briga doméstica, que ele mesmo disse ter sido sem importância. A motivação foi um bico da mamadeira esquecido na casa de um parente, além disso, ele impossibilitou a esposa de se defender, pois ela estava presa, entre o berço do filho do casal e o guarda-roupa”, relatou o promotor João Alberto Pereira.

 

Testemunhas

Foram ouvidas três testemunhas de defesa, que afirmaram que Francidalvo era um homem aparentemente calmo e brincalhão. Todos ficaram assustados quando souberam da notícia, pois achavam que o casal vivia bem. Porém, disseram que eles costumavam fazer uso de álcool, em especial Francidalvo, que, inclusive na ocasião, estava embriagado, contou uma das testemunhas.

 

Sentença

“Com respaldo no veredito e na fundamentação expedida, condeno Francidalvo Mota Barros, nos autos qualificados, pela prática do crime do art. 129, inciso 2, IV do CP. Aplico- lhe a pena final de 4 anos de reclusão a ser cumprida em regime inicial aberto. Considerando o desfecho do julgamento e também que o réu está preso há quase 1 ano e meio, poderá apelar em liberdade, mediante a condição única de não se aproximar da vítima, guardando distância mínima de 500 metros, sob risco de revogação do  benefício”. A Cidade

 

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