Acusado de matar por ciúmes da namorada irá a júri popular

O Tribunal de Justiça da 5º Vara Criminal em Rio Preto marcou para o fim do mês de agosto o júri popular do auxiliar geral Paulo César Lopes da Conceição acusado de matar o pintor Rogério Darerio de 37 anos por ciúmes da ex-namorada, a confusão seguida esfaqueamento ocorreu durante a madrugada no Parque Residencial Castelinho no dia 26 de outubro de 2016. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (17) pelo Diário da Justiça do TJ.
Juiz Cristiano Mikhail ofereceu a história de violência ao tribunal de Júri responsável nesta fase do processo condenar ou absolver o réu que tem 22 anos; ele confessou na delegacia que acertou três golpes de faca contra a vítima ao ser encontrado pelo réu fumando maconha no quarto da residência com a ex-mulher dele.

O documento de prisão em flagrante informa que o réu foi encontrado pela PM (Polícia Militar) entrando na casa dos pais no dia seguinte ao delito.

“Trata-se de crime contra a vida, praticado com extrema violência e, portanto, revelador da periculosidade do agente, o que exige resposta rápida dos órgãos de persecução penal, sobretudo para a garantia da ordem pública e credibilidade da Justiça, não se mostrando suficiente a aplicação de qualquer outra medida cautelar diversa da prisão”, afirma o magistrado José Manuel Ferreira Filho, que converteu a prisão temporária a preventiva do acusado.

Desde então o agressor permanece preso numa cela do CDP (Centro de Detenção Provisória de Rio Preto), “além de o réu ter surpreendido a vítima em um momento de tranquilidade, após ter sido imobilizado pela vítima o réu prometeu a não violência se solto, dissimulando sua vontade, e tão logo foi solto, se apoderou de uma faca e esfaqueou a vítima matando-a”, afirmou o jurista Mikhail.

Investigações concluídas pelo delegado do 7º DP da Vila Militar apontaram que o acusado não aceitava o fim do relacionamento, junto ao inquérito policial também foram juntadas outras provas como o laudo de exame de cadáver, da faca apreendida, quatro testemunhas e local da agressão.

A confissão das facadas que acertaram o pescoço e o lado esquerdo tórax do algoz foi reafirmado por um escrivão de polícia ao longo do registro do fato na delegacia. O advogado que faz a defesa do réu ouvido por telefone ao DHOJE diz que irá aguardar a decisão dos jurados formado por sete pessoas “Como são muitos os casos ainda não tenho uma ideia formada”, conta o defensor Celso Eduardo Simões ao ser questionado sobre qual estratégia amparo a ser usada no julgamento popular com início às 13h30 no fórum criminal do Centro.

O criminalista na ação penal sustenta que o cliente desistiu voluntariamente durante a empreitada criminosa e usou dos meios necessários para repelir a ‘injusta agressão’, caracterizando em tese a legitima defesa, mesmo assim o judiciário reconheceu as qualificadoras da torpeza e futilidade na agressão.

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