Acusado de matar jovem em réveillon se apresenta a polícia

Um jovem acusado de matar outro rapaz durante a festa de reveillón realizada ao lado da represa, em Cardoso, durante a virada de ano, se apresentou ao delegado Tiago Pereira, na tarde de ontem.

 

Ele confessou o crime, mas precisou ser liberado, já que não foi pego em flagrante e se apresentou de espontânea vontade.

 

R.M.C.B, de 19 anos, foi até a delegacia de Cardoso ao lado de seu defensor, o advogado Cléber Costa Gonçalves dos Santos. R. é o único suspeito de assassinar com três tiros à queima-roupa Lucas Silva Pereira, 18. Ele estava foragido desde a data do crime.

O delegado explicou para a reportagem que o suspeito foi ouvido em sistema de declaração, e não em interrogatório. “A diferença é que neste tipo de conversa ele fala o que quer, dá sua versão sobre o caso e não responde as perguntas feitas pelo delegado”.

R revelou que agiu em legítima defesa, pois estaria sofrendo diversas ameaças da vítima. O motivo, explicou ele ao delegado, seria porque a esposa de Lucas Pereira estaria utilizando o suspeito para fazer ciúmes ao marido. “Segundo o R., , a vítima por diversas vezes fez ameaças contra a vida dele e na data do crime ele teve o pescoço agarrado por Lucas, o que motivou sua defesa”, revelou o delegado.

Tiago Pereira contou ainda que a prisão preventiva do acusado será avaliada por ele e caso o pedido seja feito, passará pela aprovação ou não do judiciário. R. ainda será interrogado pelo crime, o que deverá ser o último ato do inquérito. Até o momento duas testemunhas foram ouvidas pelam Polícia Civil.

Sobre a arma de fogo utilizada no crime, ele revelou ter sido jogada de cima da ponte no rio Thomaizão, próximo a Cardoso. A acusação de homicídio qualificado por motivo fútil prevê pena de 12 a 30 anos de prisão. R esteve durante as últimas semanas na cidade de Iturama (MG) e não poderá sair de Cardoso sem a autorização prévia da polícia.

 

Crime

Segundo informações da Polícia Militar de Cardoso, a vítima estava na festa promovida no centro da cidade quando por volta das 4h40, ao passar pela rua Emilio Fernandes Billa, às margens do lago, avistou o revólver na mão de Borges.

Testemunhas disseram que Lucas Pereira teria dito que arma era velha demais e não funcionaria, além de falar que não se anda com um revólver à mostra, a não ser que seja para usá-lo. O outro jovem então puxou o gatilho e disparou três tiros na vítima.

A vítima foi socorrida com vida para a Santa Casa de Cardoso, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Já o autor dos tiros fugiu em seguida e apesar de várias diligências realizadas pelos policiais militares, não foi localizado. André Nonato  De Votuporanga

 

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