Acusado de homicídio pega 14 anos de prisão

Após mais de 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Novo Horizonte condenou Mateus Bonviccino Fazzio, 24 anos, em primeira instância, a 14 anos de prisão pelo assassinato do empresário Álvaro Terentino Júnior, 28 anos, morto com nas costas durante a festa do Peão de Rodeio da cidade, na madrugada de 12 de outubro de 2010.

O júri, que teve início às 9 horas de terça-feira só foi encerrado à 1 hora de ontem, também condenou a 16 anos e quatro meses, Luís Gustavo de Sousa, 24, que teria dado cobertura na fuga de Álvaro. A pena foi maior para Souza devido aos antecedentes criminais de lesão corporal que ele possuía.

A sentença começou a ser proferida por volta da 0h30 pelo juiz Eduardo Calvert, da 1ª Vara da Comarca de Novo Horizonte. Os advogados de defesa – Ribamar de Souza Batista, que assiste Fazzio e Marcela Guizelli Espinha, defensora de Sousa – , informaram que vão entrar com recurso no Tribunal de Justiça do Estado. Ambos os condenados vão aguardar a decisão do recurso presos na cadeia de Taiúva.“A prova apresentada é contraditória, havia pouca iluminação, visto que era um show, e também no local havia outras pessoas com quem a vítima tinha brigado. Em juízo meu cliente negou a autoria”, disse Batista.

Fazzio foi preso pela Polícia Civil dois dias depois do crime e aguardava julgamento na cadeia de Taiúva. Na época, ele admitiu à polícia a autoria do homicídio e alegou que recebia ameaças de Terentino Júnior, com quem havia brigado há seis meses. O pivô da desentendimento teria sido uma mulher, disputada pelos dois.

O ataque

Terentino Júnior assistia ao show do cantor sertanejo Eduardo Costa na arena do recinto de exposições, acompanhado da namorada, de 18 anos, e de amigos. Por volta da 1h30, Fazzio se aproximou da vítima pelas costas e efetuou os disparos. O empresário foi atendido por uma equipe médica que trabalhava na festa e levado para o pronto-socorro municipal. Depois, foi encaminhado ao hospital Padre Albino, em Catanduva, mas não resistiu aos ferimentos.

Fabiano Belentani, um dos organizadores do evento, informou no inquérito que todos os 10 mil espectadores passaram por revista na entrada do recinto. Ele diz que a arma foi jogada por cima do muro do local e depois recolhida pelo assassino. Segundo a família, o empresário foi ao recinto nas quatro noites de festa e não se envolveu em nenhuma briga.

O plenário do Tribunal estava lotado de familiares dos acusados e da vítima, além de advogados e estudantes da cidade que acompanharam o desfecho do julgamento.

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