Acusado de homicídio é descoberto em Jales depois de 15 anos

Durante quase 15 anos, o comerciante Sílvio Dias Pereira, 51 anos, levou uma vida praticamente normal em Jales sem levantar suspeitas de que, na verdade, seu nome era Samuel Antônio Pereira, de 50 anos, um homem procurado pela justiça desde 1992.

Preso em flagrante por venda de medicamento proibido, teve a verdadeira identidade revelada e ainda terá de se submeter a julgamento pelo crime original. Fez um mau negócio.

Segundo Sebastião Biazi, delegado operacional da Seccional de Jales, que descobriu o caso, Samuel é suspeito de ter matado a própria mulher com um tiro de revólver 32 em São Bernardo do Campo, em 1989. Para escapar da justiça, em 1992 ele comprou uma Certidão de Nascimento falsa em nome de Silvio, na cidade mineira de Governador Valadares.

Seis anos depois, em 1998, o fugitivo refez a sua documentação pessoal, usando a certidão falsa para tirar RG, CNH, Título de Eleitor e outros documentos, em Jales. “Estamos investigando essa lacuna entre 1992, quando ele tirou a certidão falsa em Governador Valadares, e 1998, quando ele tirou os documentos em Jales. Não sabemos se ele já estava na cidade antes de tirar os documentos ou até mesmo se ele cometeu outros crimes antes dessa data”, disse o delegado.

A fraude só foi descoberta porque durante o tempo que morou em Jales, Samuel não conseguiu ficar longe da vida de crimes e chamou a atenção da polícia. Em 2007 os investigadores chegaram perto de prendê-lo e apreenderam uma espingarda calibre 12 em sua casa. Depois de ficar cerca de 4 meses foragido, Samuel foi indiciado pelo porte ilegal da arma.

Mais recentemente, os policiais descobriram que ele poderia não ser quem dizia e iniciaram uma investigação que culminou com a sua prisão nesta semana. No bar e mercearia que mantinha na Vila União, Samuel (que se apresentava como Sílvio) a polícia encontrou 120 comprimidos de Pramil, uma versão paraguaia do Viagra, porém proibida no Brasil.

Com as mãos no suspeito, os investigadores puderam checar as informações pessoais e comprovar que as impressões digitais de Samuel Antônio Pereira e Sílvio Dias Pereira eram a mesma pessoa. Como o preso insistia na identidade falsa, a polícia consultou o Cartório da cidade de Governador Valadares, onde ficou comprovada a fraude.

“Com a certeza da falsificação, levantamos a vida pregressa de Samuel e descobrimos que ele tinha um mandado de prisão pelo homicídio da mulher”, informou Biazi.

Com base nesses fatos, o homem que durante 15 anos escondeu seu passado com documentos falsos, foi indiciado por falsidade ideológica, venda de medicamento proibido, com pena de 10 a 15 anos de prisão, e terá de se apresentar à Justiça de São Bernardo do Campo para responder pelo homicídio da mulher. A investigação quer agora saber se Samuel tinha cometido outros crimes em Minas Gerais antes de vir para Jales.

“Foi investigação bastante complexa feita pela equipe da Central de Polícia que conseguiu êxito em desvendar esse caso e não adiantou ele se esconder por tanto tempo. Agora terá que responder pelos seus crimes”, disse o coordenador da investigação, Sebastião Biazi.  A Tribuna

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