Prefeitura busca solução para moradores de rua

A Prefeitura de Votuporanga, por meio da Secretaria de Assistência Social, reuniu representantes de diversos órgãos públicos da cidade nesta quinta-feira (07/2), na tentativa de resolver os problemas que os moradores de rua estão causando a população, principalmente no entorno da praça da Igreja Matriz.

 

A reunião foi articulada pela secretária de Assistência Social, Marli Beneduzzi Pignatari e contou com a participação da secretária de Saúde, Fabiana Parma; o secretário de Finanças, Egmar Marão Alfagali; o chefe de Gabinete da Prefeitura, Marcelo Zeitune; os vereadores Eliézer Casali (presidente da Câmara), Osmair Ferrari e Vilmar Ferreira da Silva; o capitão Edson Fávero e o tenente Kenji Takebe da Polícia Militar; o delegado de polícia Ali Hassan Wansa; as assistentes sociais do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), representantes do Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), o pároco da igreja Nossa Senhora Aparecida (Matriz), Gilmar Fernandes Margoto; o presidente e a assistente social da Casa Abrigo, João Carlos Teixeira e Amélia Marques Nunes, e a diretora da Promoção Social, Alessandra Bogaz.

 

Na oportunidade, a secretária Marli falou sobre a dificuldade com os moradores de rua que se encontram em semáforos pedindo esmolas e na praça central abordando pessoas com gestos obscenos. Hoje são em média 15 pessoas entre homens e mulheres morando nas ruas da cidade, segundo levantamento da equipe técnica do Creas.

 

A secretária de Saúde, Fabiana Parma, explicou que recentemente as assistentes sociais do Creas e os profissionais do Caps AD realizaram ações de abordagem técnica com os moradores de rua, na esperança de conscientização, mas não tiveram sucesso.

 

A assistente social Amélia Nunes disse que já entrou em contato com os familiares dessas pessoas, mas os próprios moradores de rua não querem a família. “A vida na rua é fácil de viver”, concluiu Amélia.

 

O padre Gilmar falou que muitos deles entram na igreja em horário das missas para pedir dinheiro e chegam a importunar o padre. “Tem dia que logo de manhã, quando termino a missa, encontro garrafas de bebidas alcoólicas na porta da igreja. Alguns fiéis sentem medo, outros ficam sem jeito”, explicou o padre.

 

Marli Pignatari falou que resolveu tomar essa iniciativa de convidar as pessoas envolvidas, atendendo ao pedido do prefeito Júnior Marão, para encontrar uma solução em conjunto e propôs uma ação de conscientização com a população para que não deem esmolas e que denunciem no caso de se sentirem constrangidos e ainda acrescentou que o prefeito Júnior Marão não mede esforços financeiros para amenizar a situação. “Vamos fazer panfletos para conscientizar toda a população para que não dê esmolas e faça boletins de ocorrência na Polícia se for preciso”, recomendou Marli.

 

O Capitão da Polícia Militar de Votuporanga, Edson Fávero, falou para a secretária que a partir da próxima quinta-feira, dia 14, um policial ficará das 8h30 às 16 horas na área central da cidade à disposição da população para atender ocorrências desta natureza.

 

Marli agradeceu o apoio da Polícia Militar e de todos os profissionais envolvidos nesta ação. “Precisamos da ajuda de todos para amenizar a situação e não deixar que os moradores de rua de outras cidades possam vir para Votuporanga, pois a situação já se agravou e precisamos resolver. Acredito que com a união de todos vamos poder acabar de vez com este problema”, finalizou a secretária.

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