Ação internacional contra pedofilia inclui Rio Preto

A Polícia Federal apreendeu ontem um notebook na casa de um porteiro no bairro São Deocleciano, em Rio Preto.

O homem, que não teve o nome divulgado, é suspeito de integrar uma rede internacional de pedofilia, investigada pela PF na Operação Glasnost, uma das maiores já realizadas no Brasil contra esse tipo de crime.

No Brasil, a rede se espalhou por 11 Estados, e conta com 300 pessoas, incluindo brasileiros que moram nos Estados Unidos.

Durante a investigação, que durou dois anos, foram presas em flagrante 24 pessoas na posse de pornografia infantil. Na Capital paulista, um homem também foi detido preventivamente ontem por suspeita de estupro de menores.

O grupo compartilhava fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até de bebês de colo, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, por meio de um site russo cujo endereço não foi divulgado – daí o termo Glasnost, medida adotada no governo Mikhail Gorbachev (1985-1991) que aumentou a liberdade de expressão na então União Soviética.

Na maioria dos casos, segundo a assessoria da PF, quem cometia os crimes era o pai ou uma pessoa muito próxima da criança, como vizinhos ou amigos da família. “Alguns deles trocavam suas imagens por outras de seu interesse, ‘encomendando’ as fotos que mais lhes apraziam”, informou a assessoria por meio de nota.

Um dos investigados que já foram identificados abusava sexualmente da própria filha, de apenas cinco anos de idade, e compartilhava imagens destes abusos na internet com outros pedófilos ao redor do mundo.

Entre os suspeitos, segundo a PF, estão professores, o líder de um grupo de escoteiros, um médico, um policial militar e um soldado da Aeronáutica. Dois brasileiros que residem nos Estados Unidos também compartilharam material do site e são investigados pelo FBI, a polícia norte-americana.

Sem prisões

Em Rio Preto, o porteiro, que mora nos prédios da CDHU no São Deocleciano, não foi preso. “Não houve nenhuma situação que possibilitasse o flagrante”, disse o delegado-chefe da PF local, André Previato Kodjaoglanian. O notebook será encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, sede da operação, onde será periciado na tentativa de identificar os produtores do material pornográfico infantil e encontrar provas do crime.

No Estado de São Paulo, além de Rio Preto e da Capital, foram cumpridos mandados de busca em 15 cidades, incluindo Araçatuba, Bauru, Jaú, Indaiatuba, Itu, Campinas, Capivari e Hortolândia, todas no Interior.

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password