30 pessoas já assinaram termo de recusa para vacina contra Covid-19 em cidades da região

Trinta pessoas já assinaram o “termo de recusa” após rejeitarem a vacina contra o novo coronavírus nos municípios da região de São José do Rio Preto e Jales (SP). A informação foi confirmada ao G1 na noite de terça-feira (6).

De acordo com as prefeituras, 10 moradores de Jales se negaram a receber o imunizante disponível. Em Rio Preto, 20 pessoas não aceitaram tomar a dose.

Além das duas cidades da região noroeste paulista, Urupês implantou o “termo de recusa”, mas nenhum paciente tinha assinado até a noite de terça-feira, conforme informou a prefeitura.

Os três municípios decidiram tomar a decisão para evitar o chamado “sommelier de vacina”, pessoas que estão deixando de tomar o imunizante contra a Covid-19 por ser de determinado laboratório.

Em Jales e Rio Preto, quem recusa a vacina tem que assinar um termo de responsabilidade, afirmando que recusou a aplicação por causa da “marca” do imunizante. As prefeituras vão enviar esses termos para o Ministério Público, mas não há uma punição prevista.

Já em Urupês, a prefeitura adotou uma estratégia semelhante, mas além da assinatura em um termo que comprove o ato da rejeição, quando a pessoa quiser se vacinar novamente, ela precisará entrar na fila da xepa, que imuniza com doses remanescentes de qualquer marca de vacina.

Estado

No estado de São Paulo, as cidades de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Embu das Artes e Cerquilho também resolveram implantar o “termo de recusa e responsabilidade”.

De acordo com o médico virologista e professor Faculdade de Medicina de Rio Preto (Funfarme), Maurício Nogueira, as pessoas precisam entender que o processo de vacinação não é um ato apenas individual.

“Ela é um ato de saúde pública. Temos uma boa oferta de vacinas em Rio Preto. As pessoas devem aproveitar e tomar que estiver disponível. Todas as vacinas são derivadas de anos de experiência e pesquisa. Vacinas, por exemplo, como a CoronaVac, são feitas com métodos utilizados há mais de 100 anos. Vacinas, por exemplo, como a Janssen ou AstraZeneca, foram baseadas em uma tecnologia que já existia há 20 anos. Ou seja, elas foram adaptadas”, explicou o médico.

G1

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