188 – o número da vida!

ARTIGO

188 – o número da vida!

Dr Sinval Malheiros

Um suicídio ocorre a cada 40 segundos no mundo e a cada 45 minutos no Brasil. E esse número vem aumentando consideravelmente, principalmente devido a transtornos como depressão, estresse, esquizofrenia, comportamentos impulsivos e dependência química.

Essa triste realidade, inclusive, sempre foi motivo de muita preocupação de minha parte. Enquanto médico há mais de 40 anos, lidando com enfermidades, dores e angústias, sempre reconheci o Centro de Valorização da Vida (CVV) como uma espécie de “Pronto-Socorro emocional”.

A pessoa que precisa conversar, dialogar, falar das angústias, seja de manhã, à tarde, ou à noite, sempre encontra na entidade alguém para atender e, principalmente, para ouvir.

Um trabalho que merece nosso total apoio e reconhecimento. Enquanto deputado federal, com um mandato voltado à Saúde Pública, à justiça social, à igualdade e o total apoio aos mais necessitados, procurei uma forma de ampliar o acesso ao CVV.

Assim, propus e tive aprovado por unanimidade pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), da Câmara dos Deputados, proposta que institui no País uma Política Nacional de Prevenção ao Suicídio.

Nessa proposta, defendi rigorosamente um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e a instituição para levar a todo o Território Nacional a ligação gratuita a este serviço que auxilia na prevenção ao suicídio.

No mês passado, essa luta colheu importantes resultados: o acesso gratuito ao serviço, prestado pelo telefone 188. Por meio do número, pessoas que correm risco de cometer suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados.

O apoio emocional a toda a população brasileira é muito importante. Antes do 188, somente nas regiões nas quais havia um dos 90 postos de atendimento do CVV se tinha acesso ao serviço telefônico, pagando o custo de ligação local. Hoje, de qualquer município do País é possível ligar à entidade, inclusive de celular.

É madrugada. Um telefone toca e, do outro lado, uma voz angustiada, chorosa, deprimida e necessitando de ajuda. Imediatamente, alguém atende: “CVV, boa noite, gostaria de conversar?”. Agora, no Brasil, buscar ajuda por telefone tornou-se inteiramente gratuita. Sem dúvida, uma importante conquista!

* _O autor, Dr Sinval malheiros, é médico e deputado federal em primeiro mandato_

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