121 estabelecimentos fechados no 1° trimestre do ano

Segundo dados da prefeitura, 293 empresas abriram nos três primeiros meses de 2015, sendo 94 da área comercial

Uma pesquisa publicada essa semana pela Associação Comercial de São Paulo aponta que as vendas no comércio despencaram nos primeiros meses de 2015. A crise atingiu, principalmente, os setores automobilísticos, de autopeças e materiais para construção.

Segundo dados da pesquisa, que foi realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal com base em dados fornecidos pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, uma comparação entre os meses de fevereiro de 2014 e fevereiro de 2015 mostra que a região de São José do Rio Preto e alta noroeste teve o faturamento -14,1%, ou seja, quase 15 pontos abaixo do que o mesmo mês no ano anterior. As vendas também sofreram uma queda considerável, tendo registrado -15,2% na comparação entre os dois meses.

Com toda essa crise que atinge o Brasil, em Votuporanga, de acordo com levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município, 293 empresas abriram nos três primeiros meses de 2015, sendo 94 da área comercial. Neste período, 121 estabelecimentos fecharam, sendo 67 lojas. No ano passado, 1.091 empresas se instalaram na cidade, sendo 458 do ramo comercial. Em 2014, foram 579 estabelecimentos fechados; 307 do segmento.

Segundo o presidente da Associação Comercial de Votuporanga, Marcio Henrique Ramalho Matta, apesar de não ter um dado exato, ele afirma que o comércio vem de uma queda acentuada em seu faturamento. “Eu tenho relatos de alguns associados que as quedas foram de 10% a 40%. Têm associados muito preocupados, porque caiu demais e as despesas são as mesmas. Ele tem a mesma quantidade de funcionários, as mesmas despesas fixas para pagar com aluguel, telefone, imposto, escritório. É preocupante quando o faturamento cai nessa proporção”, afirma ele.

Questionado sobre o motivo da queda nas vendas, ele conta que, em sua opinião, o que falta no atual cenário do país é a confiança. “Quando a economia não vai bem, é porque não existe confiança por parte do empresário, do investidor, do consumidor. Falta de confiança no cenário econômico faz essa retração. O consumidor pensa: ‘por que vou fazer uma compra e me comprometer com uma dívida sendo que não sei o que vai acontecer com o país?’ Isso é o ponto chave. O Brasil só vai voltar acrescer a hora que a confiança voltar a se estabelecer”.

Investimentos
Outro dado que apontou a pesquisa foi em referência aos setores que sofreram maior queda em todo o estado. O mais atingido foi o de concessionárias de veículos (-26,2%), seguido por autopeças/acessórios (-24,5%) e lojas de material de construção (-21,2%). Os três segmentos também estiveram entre os que apresentaram os piores desempenhos nos últimos 12 meses.
Os setores que perderam menos em fevereiro de 2015, no que se refere às vendas físicas, foram farmácias/perfumarias (-7,5%) e supermercados (-7,5%). Esses mesmos segmentos foram, inclusive, os poucos que tiveram saldos positivos em janeiro e que se saíram melhor quando se analisam os últimos 12 meses. Maíra Petruz/Diário de Votuporanga

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