Polícia Ambiental aperta o cerco contra o tráfico de animais

A Polícia Ambiental da região noroeste paulista está aumentando a fiscalização contra o tráfico de animais, já que essa é uma época de reprodução de várias espécies de aves e com isso os criminosos se aproveitam e retiram os ovos dos ninhos.
No ano passado, o zoológico de São José do Rio Preto recebeu 68 aves, dentre elas maritacas e papagaios que foram resgatadas pela polícia. A maioria dos pássaros foi vítima de tráfico de animais silvestres.
Segundo um levantamento da Polícia Ambiental, em todo o estado de São Paulo, foram apreendidas no ano passado cerca de 24 mil aves. Todas encontradas em situação irregular. Como o mês de outubro é considerado um período de reprodução de animais, esse tipo de crime só aumenta. A ação dos traficantes começa no campo, o alvo principal é os troncos de árvores secos, onde os papagaios fazem ninhos. De lá, eles retiram os filhotes para serem comercializados.
Devido a proximidade com os estados do Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, Rio Preto se transforma em uma das principais rotas do tráfico de aves no país. Os caminhos mais utilizados segundo o homem são a ponte rodoferroviária em Rubinéia e a BR-153, que passa por todo o Brasil de norte a sul.
Segundo o capitão Alessandro Daleck, das estradas, os pássaros seguem até a Argentina de onde são distribuídas para a Europa e os Estados Unidos. “As aves ficam escondidas dentro de maletas e por isso podem passar despercebidas em outros países”, explica o capitão.
Para combater a ação dos traficantes de aves, a Polícia Ambiental reforça a fiscalização nessa época do ano. Com o auxilio de um equipamento que mede o tamanho das anilhas, eles conseguem identificar irregularidades.

 

 

temmais

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