Edital de duplicação da BR-153 traz alívio para motoristas de Rio Preto

O edital de convocação para as empresas interessadas em duplicar trecho da BR-153 em São José do Rio Preto (SP) foi publicado essa semana e trouxe esperança de um trânsito menos violento, a motoristas e moradores da região noroeste paulista. As obras de duplicação no trecho que corta a cidade podem começar em julho.

No mês que vem, serão conhecidas as propostas das empresas interessadas. O trecho é movimentado seja dia ou noite. Afinal, corta a maior cidade do noroeste paulista e é caminho diário de muitos motoristas que trabalham e moram em Rio Preto e região.

Justamente por isso, a pressão sobre as autoridades para a duplicação do trecho é grande, mas a novela se arrasta há 15 anos. “Demorou bastante, mas nunca é tarde. A gente paga tanto pedágio, temos de ter um retorno para tudo isso”, afirma o comerciante Ranieri Batista.

Flagrantes de imprudência na rodovia considerada a mais perigosa do país são comuns. De janeiro a novembro do ano passado, só no trecho do noroeste paulista,foram 922 acidentes e 22 pessoas morreram. O Ministério dos Transportes chegou a confirmar que a duplicação poderia sair do papel em 2013.

Mas o ano chegou ao fim sem o início das obras, porém com uma boa notícia: a publicação do edital, o primeiro passo de todo o processo de contratação da empresa que será responsável pelos trabalhos. “Acredito que será bom, que moro perto da rodovia e vai diminuir os acidentes que acontecem muitas vezes por ser uma pista simples”, diz o representante comercial Wilson Higa.

As empresas serão convocadas no dia 13 de fevereiro para abertura dos envelopes. Por se tratar de um sistema presencial, todas as interessadas deverão comparecer, caso contrário serão desclassificadas. Isso deve agilizar a burocracia e, na prática, as obras devem ter início em julho de 2014.

A empresa vencedora poderá abrir consórcio e subcontratar outras empresas para realizar o serviço, três trechos deverão ser feitos simultaneamente: dos km 54 a 59; do 59 ao 64 e do 64 ao 72, todos considerados críticos. “Dentro do trecho do Estado de São Paulo, o Dnit e a Polícia Rodoviária Federal consideram esta parte a mais perigosa de todo o Estado”, afirma Ayrton Vignola, presidente da ONG Duplica Já.

 

G1

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