Publicado: ter, jun 26th, 2018

Município atinge meta de vacinação contra a Febre Amarela

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde números referem-se ao acumulado entre os anos de 1998 e 2017, em que a população geral vacinada totalizou 89,2 mil pessoas

Com 99,38% de vacinados, a Secretaria Municipal da Saúde atingiu a meta da vacinação contra a Febre Amarela, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. Os números referem-se ao acumulado entre os anos de 1998 e 2017, em que a população geral vacinada naquele período totalizou 89,2 mil pessoas. As doses são gratuitas e estão disponíveis em todas as unidades de saúde, de segunda à sexta-feira, das 7h às 17h.

Ofertado pela rede pública de saúde, o atual esquema de vacinas para adultos e crianças ocorre com a aplicação de uma dose da vacina contra a Febre Amarela, sem a necessidade do reforço.

Com o surgimento de casos de Febre Amarela em macacos na região, desde o início de 2017 a Prefeitura de Votuporanga intensificou o alerta para que toda a população estivesse em dia com a vacina contra o vírus. Naquele período, as doses também foram disponibilizadas em postos volantes montados pela Secretaria da Saúde em pontos estratégicos para garantir a efetiva imunização dos moradores.

Também fizeram parte da força-tarefa, agentes comunitários de saúde e de endemias, fornecendo orientações para eliminação de criadouros do Aedes Aegypti. As equipes realizaram a avaliação das carteiras de vacina dos moradores, e conforme a necessidade, encaminhavam para vacinação.

De acordo com o informe técnico expedido aos municípios pela Secretaria de Estado da Saúde, a região de São José do Rio Preto é considerada de risco para a transmissão da Febre Amarela.  Em Votuporanga, um caso humano foi notificado como suspeito da doença em 2017, e neste ano outros dois casos, mas todos foram descartados após o resultado de exames de sorologia.

De janeiro até agora, 13 macacos mortos foram encontrados no município, mas, os resultados dos exames descartaram a febre amarela como causa.

Ações de rotina

O Setor de Controle de Endemias e Zoonoses (Secez) toma as providências necessárias, como monitoramento, visitas de rotina, orientação, pulverização, mutirão a cada 15 dias, bem como o bloqueio de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que além de transmitir a Dengue, o Zika e a Febre do Chikungunya, transmite ainda a Febre Amarela.

Atenção

É importante destacar que os primatas não transmitem febre amarela e a Secretaria de Saúde pede o apoio da população para que não mate ou maltrate esses animais.  Na natureza, os primatas se comportam como sinalizadores da presença do vírus e quando aparecem doentes ou mortos, apresentam-se aí indícios de que os humanos também estão expostos.  Além disso, a matança de macacos gera um desequilíbrio ecológico e agrava a situação da Febre Amarela.

Maltratar, apreender ou perseguir animais silvestres configura crime ambiental (Lei Federal de Crimes contra o Meio Ambiente Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998).

Se o morador encontrar algum macaco aparentemente adoentado, morto, ou já em estado de decomposição, ligar imediatamente para a Vigilância Ambiental, pelo 0800 770 9786.

Transmissão e Prevenção

A Febre Amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da Febre Amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti.

Além da vacina contra a Febre Amarela, a prevenção da doença deve ser feita evitando a disseminação do mosquito transmissor. Recipientes como caixas dágua, latas e pneus com água parada são ideais para que a fêmea do mosquito deposite seus ovos, de onde nascerão larvas, e se tornarão mosquitos.

Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Outras medidas de prevenção são o uso de repelente de insetos e mosquiteiros.

Sinais e sintomas

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e bexiga).