Publicado: qui, nov 9th, 2017

Prefeitura intensifica ações de prevenção à tuberculose

Unidades de saúde estão em atendimento de pacientes para realização da coleta de material para exames gratuitos; o tratamento é sigiloso e fornecido pelo Secretaria Municipal da Saúde por meio do SAE

As ações de combate à tuberculose são desenvolvidas em Votuporanga na rotina das consultas médicas nas unidades da Secretaria Municipal da Saúde e nos acompanhamentos das visitas domiciliares realizadas pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF).

 Entretanto, neste mês de novembro, até o dia 20, as unidades intensificam a coleta de exames para o diagnóstico da doença.  O intuito da semana é alertar a população para a prevenção e o tratamento da doença, quarta maior causadora de mortes entre os males infecciosos no país. As unidades de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. Em Votuporanga, o diagnóstico e tratamento da doença são garantidos pelo SUS por meio da Secretaria Municipal da Saúde, é o que explica a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica, Fabiana Beneduzzi. “Mesmo grave, a tuberculose é uma doença que tem cura, embora sua eficácia dependa fundamentalmente do tratamento sem interrupções, sobretudo, ao surgirem os primeiros sinais de melhora. Seis meses é a duração mínima do tratamento financiado pelo SUS; e em Votuporanga é disponibilizado de forma gratuita e sigilosa pelo SAE (Serviço de Atendimento Especializado, DST/ Aids). A medicação ofertada para tratar a tuberculose não é comercializada em farmácias, sendo fornecida exclusivamente pela rede pública, a partir do diagnóstico”, conta Fabiana.

Neste ano, 16 pessoas foram diagnosticadas com tuberculose, nenhum óbito foi registrado.

 

Transmissão, sintomas e diagnóstico

A transmissão ocorre pela inalação de gotículas contaminadas pelo bacilo de Koch, expelidas pela tosse, fala e espirro. Calcula-se que no prazo de um ano, convivendo num mesmo ambiente, seja no trabalho, em casa, em comunidade, ou nas casas de detenção, o indivíduo com a baciloscopia positiva possa infectar, em média, de 10 a 15 pessoas.  A doença afeta principalmente os pulmões e pode se manifestar por meio de sintomas como febre ao entardecer, tosse seca e contínua, suor excessivo noturno, falta de ar e de apetite, emagrecimento e cansaço. “O paciente que apresentar esses sintomas deve procurar a sua unidade de saúde para realizar o exame diagnóstico e se necessário, iniciar o tratamento que é gratuito e totalmente sigiloso”, adverte a enfermeira.

Todo este processo é mantido em sigilo pelos profissionais envolvidos. Quando o paciente é diagnosticado com a tuberculose, a unidade de saúde providencia a medicação necessária para o tratamento. As doses são supervisionadas diariamente e o paciente tem a possibilidade de ir até a unidade ou ser acompanhado em visita domiciliar por um profissional de saúde para receber a medicação.

O diagnóstico é feito por meio da baciloscopia do escarro do paciente com suspeita da doença que é encaminhado para análise no Laboratório Municipal, e o resultado sai em dois dias. Além deste, o raio-x  ou a tomografia de tórax, entre outros exames. “O exame do escarro é necessário aos pacientes que apresentem os sintomas respiratórios próprios da doença, capaz de diagnosticar precocemente os casos positivos e assim, evitar a transmissão”, complementa Fabiana.

 

Vacinação

Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças obrigatoriamente no primeiro ano de vida ou no máximo até quatro anos, com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de Aids não devem receber a vacina. A prevenção inclui evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, mal ventilados e sem iluminação solar. A tuberculose não é transmitida por objetos compartilhados.