Publicado: qui, nov 9th, 2017

Santa Casa alerta para acidentes automobilísticos

Ortopedista e traumatologista, Dr. Daniel Brito Fernandes, orienta os motoristas para evitar ocorrências, principalmente envolvendo motos; campanha busca conscientização

A Santa Casa de Votuporanga inicia uma campanha muito importante, buscando a conscientização dos motoristas. O número de atendimentos a vítimas de acidentes cresce no Hospital, principalmente motociclistas. Encarando as ocorrências como problema de saúde pública, a Instituição faz um alerta sobre as consequências na vida destes pacientes.
O ortopedista e traumatologista, Dr. Daniel Brito Fernandes, contou que os traumas que acometem, principalmente, membros inferiores, correspondendo a 33% dos acidentes. “O que nos chama a atenção é a gravidade em que as ocorrências têm se apresentado, com mais vítimas”, disse, durante o programa Dica de Saúde, apresentado semanalmente na rede social da Santa Casa.
Estudos da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia apontam que mais da metade dos hospitais públicos estão ocupados por pacientes que sofreram acidente automobilístico. “Em 2015, mais de 88 mil ocorrências, gerando custo aproximado de mais de R$114 milhões somente com internação, de acordo com o Ministério da Saúde”, afirmou.
O levantamento apresentou números quanto a ocorrências com motocicletas. “Em média, por ano, mais de 12 mil casos de óbitos relacionados a acidente com motocicletas. Para cada um paciente que evolui a óbito, quatro sobrevivem com sequelas significativas”, disse.
O médico ressaltou as limitações. “São jovens geralmente, na fase ativa da vida, com comprometimento no movimento das articulações dos membros acometidos, deformidade, dores crônicas, lesões neurológicas, vasculares, com prejuízos da parte laborativa e social. Os pacientes passam por longo período de internação, uso de antibióticos e fixadores externos. Os tratamentos são complexos, que exigem acompanhamento e reabilitação para trazer para capacidade laborativa e pessoal”, frisou.

Horários de pico
Estudos apontam que os acidentes acontecem nos horários de entrada e saída do trabalho. “Normalmente, os picos são no período da manhã, almoço e fim do expediente. Geralmente, as vítimas são homens, na faixa etária entre 20 e 30 anos e, em 53% das ocorrências, a moto estava sendo usada para locomoção ou passeio”, disse.

Cuidados
Dr. Daniel orientou os motociclistas quanto aos cuidados no trânsito. “A moto é um veículo muito utilizado, popular, ágil e perigoso. Vamos respeitar a velocidade das vias, as leis de trânsito, com atenção redobrada. Os trajes são importantes e devem cobrir membros superiores e inferiores. O capacete deve ser adequado e aprovado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), mas na maioria das vezes está nas mãos do condutor a segurança de estar indo e voltando para a casa/trabalho”, finalizou.