Publicado: sáb, abr 15th, 2017

Médico x Paciente: uma relação de confiança

Um tratamento médico só será bem sucedido quando o paciente confiar plenamente em seu médico.
O médico que passar segurança aos seus pacientes irá conseguir que ele seja fiel as suas orientações e consequentemente terá sucesso em suas ações terapêuticas. Mas como fazer com que essa ação tenha essa reação?
Primeiramente o médico precisa assistir o paciente como um todo, de maneira holística, ter um tempo para ouvir suas queixas e histórias, acolher suas dúvidas e angústias, colocar-se à disposição, ser cordial e solícito. Como em qualquer relação humana, a confiança plena é algo conquistado aos poucos. Lembrando sempre que o paciente estará sempre com dúvidas e medo durante a consulta. Aquele médico de família que cuidava de todos os membros da família não existe mais. Com o avanço da tecnologia tivemos um esfriamento da relação médico-paciente, e sem essa interação humana, sem essa troca de experiências e resolução de problemas, não existe Medicina.
Os questionamentos, as dúvidas devem ser sempre acolhidas pelos médicos e devolvidas para o paciente com soluções e esclarecimentos. A medicina não é apenas uma ciência, mas também uma arte que devemos dimensionar o quanto aquele momento da consulta é importante para aquele ser humano. Quantas vezes a ansiedade, o nervosismo, toma conta desse momento e o paciente esquece o que precisa dizer ao médico. Então devemos acalmá-los, tranquilizá-los, para iniciar a consulta.
A obrigação do médico é procurar a interação com o paciente, não importando a raça, cor, religião ou classe social. Esse profissional precisa estar pronto para atender as adversidades. Sem esse contato é impossível desenvolver um diálogo, sendo assim, é impossível desenvolver uma anamnese. E estudos já comprovam que 70% dos diagnósticos são advindos de uma boa anamnese, ou seja, quanto mais o médico conversar com o paciente e souber detalhes sobre as queixas, melhor será o resultado para tratar a doença. É tempo de recuperar nossas raízes, aproveitar as tecnologias e modernidades, para um bom diagnóstico e excelente conduta.
Humanizar é preciso, para ser médico tem que gostar de gente, não existe doença e sim doentes. E exercer a medicina é exercer o amor ao próximo, é acolher as dúvidas, é solucionar os medos, é estar presente nos momentos de angústia dos seus pacientes. O médico deve sempre usar seu conhecimento científico a favor da elaboração de propostas que buscam melhores tratamentos.
“Tão importante quanto conhecer a doença que o homem tem é conhecer o homem que tem a doença” OSLER 1868.

Médico especialista em clínica médica com área de atuação em medicina de urgência, com pós-graduação em terapia intensiva e pós-graduação em atendimento pré-hospitalar, atua como coordenador da rede de urgência e emergência do município de Votuporanga, é primeiro tesoureiro da ABRAMURGEM, diretor técnico da Mobile Care Assistência Médica, diretor técnico da Clínica de Assistência Estar Bem e docente do curso de medicina da Unifev

CRÉDITO: Folhar.com.br