Publicado: ter, jul 19th, 2016

Fãs de Pokémon não veem a hora do jogo que virou febre chegar ao Brasil

Atire a primeira pokebola quem nunca quis ser Ash Ketchum e, ao lado do simpático Pikachu, se tornar um mestre de Pokémon. Criado em 1996, no Japão, o videogame foi batizado com a abreviação de pocket monsters (monstros de bolso). Sucesso em formato de mangá, desenho animado e filme, o jogo agora está disponível para smartphones.

Um dos mais aguardados games mobile de todos os tempos, Pokémon Go é sucesso nos Estados Unidos e na Europa, para o desespero dos brasileiros. O jogo que permite caçar e capturar pokémons no mundo real, usando recurso de realidade aumentada, ainda não tem data para chegar ao Brasil.

“Eu fico acompanhando os sites de tecnologia e sobre Pokémon para saber quando estiver liberado para nós”, afirma o estudante Pedro Martini Arab, 12 anos.

O garoto teve o primeiro contato com o universo Pokémon aos 5 anos, por meio dos desenhos. Fã do Charizard e Raikou, dois pokémons, Arab joga as opções disponíveis na internet. “Eu tenho uma miniatura e algumas cartas com os personagens. Por enquanto, jogo as opções da internet e acompanho os episódios pelos sites. Não vejo a hora de liberarem o Pokémon Go para o Brasil.”

Mas se engana quem pensa que o jogo que usa recurso de realidade aumentada só interessa a crianças e adolescentes. Tem muito adulto na expectativa também.

“Pokémon fez parte da minha infância, na época todas as crianças sonhavam em ser um mestre Pokémon, batalhar, capturar novos pokémons. E agora, com a chegada do Pokémon Go, vai ser um sonho de infância virando realidade”, confessa o social media William Balbinot Teixeira, 27 anos.

Em uma semana de funcionando nos Estados Unidos, o game é uma febre digital. Segundo a consultoria SurveyMonkey Intelligence, que monitora apenas os acessos feitos por dispositivos Android, o jogo já tem mais de 11 milhões de usuários ativos. O número é maior que o de usuários diários do Twitter – 6 milhões – e deve ultrapassar o Snapchat, que tem cerca de 14,5 milhões, e o Google Maps, com 13,8 milhões.

Pelo aplicativo, os jogadores devem caçar e capturar os pokémons, batalhar e trocar seus monstrinhos. Eles usam câmera e a função GPS dos smartphones para ‘ver’ os pokémons em cenários reais. O GPS é usado para avisar ao usuário a localização dos monstrinhos, enquanto a câmera age como filtro, gerando a imagem virtual do pokémon no mundo real.

Com toda essa interatividade, os jogadores do Pokémon Go já estão se envolvendo em histórias curiosas – ou quase trágicas. Em Palm Coast, um homem atirou contra adolescentes que estavam dentro de um carro à procura de Pokémon. O grupo estava perto do terreno do homem, que achou que se tratavam de ladrões.

Sabendo desse e de outros casos, a polícia nacional da Espanha publicou um guia de segurança para jogadores. Nas normas de conduta, a polícia afirma que “é absolutamente proibido capturar um pokémon enquanto conduz ou anda de bicicleta”, “da mesma forma que outros aplicativos de geolocalização, isto pode ser usado por bandidos para saber quando você sai de casa ou onde está em um dado momento” e “se você vir um Snorlax ou um Vaporeon, não se guie só pela emoção, sua segurança vem primeiro”. Larissa de Oliveira/Diário da Região